Gostaríamos de agradecer à jornalista Naiana Rodrigues, que destacou a grife Ferrer Corsets na capa do caderno Eva, do Jornal Diário do Nordeste, publicado no dia 01/08/2010. Confira a matéria:
Silhueta à belle époque
Românticos, sensuais, elegantes e objetos de fetiche. Em Fortaleza, estilistas profissionais e iniciantes fazem uma releitura confortável dos espartilhos

A modelo Gabriela Monges usa espartilho da marca Ferrer Corsets, saia de tule e sapato Melissa da D´Metal
Marília Carmelo Produção: Daniele Gonzaga
Eles são de tirar o fôlego. Literalmente! Há séculos, os “corsets” (em francês) encarregam-se de moldar as formas femininas. Da realeza ao meretrício, tornaram-se peças indispensáveis no vestuário da mulher. Também expressaram os padrões estéticos e morais vigentes na época, muitas vezes, sacrificando o corpo.O que deveria ser apenas uma indumentária para sustentação e proteção do busto, transformou-se em um objeto carregado de simbologia. As damas da corte precisavam das serviçais para amarrar seus espartilhos, o que já estabelecia a distinção de classes.
A postura ereta, rígida, que as peças proporcionavam, eram marcas da realeza. O conceito de liberdade, apregoado pela Revolução Francesa, ameniza a ditadura dos espartilhos. No século XIX, porém, eles retornam ao gosto da aristocracia com modelos que empurram o busto da mulher para fora dos decotes, em uma demonstração de liberação sexual.
Contemporâneo
Hoje, os “corsets” apresentam uma nova conotação. Estimulam a fantasia masculina ressaltando a feminilidade e, principalmente, satisfazendo o desejo de nove em cada dez mulheres: reduzir medidas.
O charme e a modelagem estruturada permanecem. O diferencial em relação aos estilos “elizabetanos” ou “vitorianos”, por exemplo, são os materiais. Os tecidos ficaram mais leves. As hastes de sustentação ganharam flexibilidade e o busk (fecho frontal), antes, de madeira e marfim, foi substituído pelo aço, prata e até mesmo por tipos com banho de ouro.
Transformações históricas à parte, o Eva foi em busca de “corsetiers” cearenses. O resultado trouxe esta capa ambientada no Theatro José de Alencar, reproduzindo assim a aura de sedução dos espartilhos.
autora: Naiana Rodrigues
fonte: Diário do Nordeste – Especial para o Eva »


